Marçal quer audiência para debater 'tentáculos' do parquímetro

Outro detalhe é quanto aos próprios estacionamentos. Muitos deles estão em situações degradantes, cheios de buracos.

Vereador quer debater com a sociedade a exploração do estacionamento pago em Dourados (Foto: Thiago Morais)
Vereador quer debater com a sociedade a exploração do estacionamento pago em Dourados (Foto: Thiago Morais)

O vereador Marçal Filho (PSDB) propôs audiência pública na Câmara Municipal para discutir o estacionamento rotativo em Dourados. A área azul, de exploração da empresa EXP Parking para vagas pagas, vem ampliando gradativamente e no mês passado chegou em áreas residenciais na Rua Oliveira Marques. “É preciso debater com a sociedade sobre os tentáculos do estacionamento rotativo na cidade”, afirma o vereador.

Em janeiro o número de vagas pagas em Dourados chegou a 2.251 ao ampliar o estacionamento para outros quadriláteros centrais e região do shopping. Até mesmo o pátio da rodoviária ganhou parquímetro, mas por poucos dias. Muitos usuários reclamaram e a prefeitura voltou atrás e retirou as demarcações de vagas pagas.

Desde o ano passado a empresa Exp Parking administra o estacionamento rotativo em Dourados, exploração garantida em licitação por um período de 10 anos. Marçal Filho quer saber qual o retorno que a concessionária dará para o município no decorrer da próxima década. “Quantos a Exp tem arrecadado? Qual o retorno para a administração municipal e qual o planejamento para investir em melhorias na cidade?” questiona o vereador.

Na proposição de audiência pública apresentada na Câmara, em data a ser confirmada, Marçal quer um amplo debate sobre a ampliação das vagas. O parquímetro que já chegou a clínicas e hospital, além de residências no centro, tem permissão por lei municipal para chegar ainda até a rua Antônio Emílio de Figueiredo, constituída por mais de 90% de casas.

“Não podemos deixar que esses tentáculos do estacionamento pago cresçam sem critério, sem debate com a sociedade. Entendo que o parquímetro é essencial no centro da cidade, mas é preciso que esteja em região de comércio e não de casas e estabelecimentos de saúde, como vem acontecendo”, justifica o vereador.

Outro detalhe é quanto aos próprios estacionamentos. Muitos deles estão em situações degradantes, cheios de buracos. Para Marçal, se o usuário paga pela vaga, é justo e necessário que esteja em boas condições. A responsabilidade sobre eventuais sinistros ao veículo também é outra questão que o vereador quer trazer a debate.

“Magistrados têm dado ganho de causa a usuários de parquímetro no país que têm o veículo furtado. E aqui em Dourados, como será o procedimento para esse tipo de caso?”, indaga o vereador. Para ele, uma vez em que o cidadão fez uso do estacionamento público, arcando com sua obrigação de pagar pela área azul, este se encontra coberto pelo amparo estatal, sendo que caso ocorra qualquer dano ou perda do veículo, será demonstrada a má qualidade na prestação de serviço, situação a qual irá gerar a prefeitura e a EXP o dever de indenizar. 

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