O Novo mundo do museu Quai de Branly

Foto de Enguerran Ouvray
Foto de Enguerran Ouvray

Um dos mais recentes museus de Paris se encontra no pé da Torre Eiffel. Ele se chama Branly - Jacques Chirac e é especializado em artes e civilizações da África, Ásia, Oceania e Américas. No final do mês, começa uma exposição que deve durar um ano: "Peintures des lointains", ou seja, pinturas que vêm de longe.

Cerca de 220 obras - pinturas e desenhos - de uma coleção de cerca de 500 serão expostas. Elas mostram a evolução do olhar que os ocidentais tinham em relação aos povos, sociedades e territórios distantes. São figuras de índios de George Catlin, cenas de vida no Cairo de Émile Bernard, entre estampas e desenhos de Tahiti feitas por Henri Matisse ou Paul Gauguin.

Obras do final do século 18 até meados do século 20, período de expansão colonial europeia.

Uma viagem que quero fazer assim que a exposição abrir suas portas a fim de ver o que se chamou por aqui o mito do bom selvagem, inocente e pacífico vivendo em adequação com a natureza.

Também obras românticas de François-Auguste Biard (1799-1882) inspiradas na sua viagem ao Brasil. Briand esteve no país em 1858. Após uma passagem pelo Rio de Janeiro, na corte, desejou descobrir as regiões mais selvagens do território. Foi para o rio Amazonas e observa e pinta. O quadro é inspirado nesta viagem e pintado certamente em Paris.

A foto do Cartaz é da pintura de François-Auguste BiardDeux Indiens en pirogue,dois índios na canoa, em torno de 1860. Foto de Enguerran Ouvray.

Bom final de semana!


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