Mulher descobre que filha foi entregue à adoção e destrói computadores no Fórum

Presa por dano ao patrimônio público, ela também era alvo de um mandado de prisão expedido em fevereiro após ser condenada por tráfico de drogas

  • André Bento e Sidnei Bronka
Computadores do Fórum de Dourados foram quebrados por mulher revoltada com entrega da própria filha para a ado... ()
Computadores do Fórum de Dourados foram quebrados por mulher revoltada com entrega da própria filha para a ado... ()

Uma mulher de 24 anos foi presa na tarde de terça-feira (18) após quebrar com uma cadeira quatro computadores e materiais de escritório no Fórum de Dourados. O ataque de fúria começou depois que ela ficou revoltada ao descobrir que a própria filha, abrigada em um lar assistencial da cidade, foi entregue para adoção. Na delegacia, também foi descoberto que havia um mandado de prisão em aberto, expedido pela 3ª Vara Criminal da Comarca, na qual foi condenada por tráfico de drogas.

De acordo com o Boletim de Ocorrência ao qual teve acesso a 94FM, a mulher foi durante a manhã de ontem ao Lar Santa Rita, onde sua filha estava acolhida. No local, foi informada de que a menina havia sido entregue a outra família em processo de adoção. Não há detalhes sobre o tempo que a criança estava no abrigo ou se a guarda foi passada provisoriamente.

Em seguida a mulher foi ao Fórum em busca de informações. Ali, o servidor que lhe atendeu informou que para ter acesso ao processo precisaria do auxílio advocatício, por parte de profissional particular ou através da Defensoria Pública do Estado.

Revoltada, ela pegou uma cadeira e atingiu quatro computadores, de acordo com o registro policial. Uma equipe do 3º BPM (Batalhão de Polícia Militar) foi acionada e encaminhou a acusada até a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), onde a mulher foi autuada em flagrante por danos ao patrimônio público.

Ainda na delegacia, as autoridades descobriram que havia contra essa mesma mulher um mandado de prisão em aberto. Expedido no dia 13 de fevereiro pela 3ª Vara Criminal, diz respeito a uma condenação por tráfico de drogas. Nesse processo, consta que ela sequer compareceu às audiências, embora fosse ré.

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