Prefeitura pede de seis meses a um ano para recuperar situação caótica das ruas

Procurador-geral do Município esclareceu ao MPE uso improvisado de caminhonete em compactação "diante da determinação urgente da Prefeita Municipal"

Buraqueira nas ruas de Dourados só deve acabar num prazo de seis meses a um ano (Foto: 94FM)
Buraqueira nas ruas de Dourados só deve acabar num prazo de seis meses a um ano (Foto: 94FM)

A Prefeitura de Dourados estima que o prazo necessário para recuperar a caótica situação das ruas da cidade seja de seis meses a um ano. Essa informação foi prestada ao MPE-MS (Ministério Público Estadual) no início deste mês pelo procurador-geral do município, que informou haver atualmente três caminhões e três caminhonetes da própria administração envolvidos no transporte de massa fria para execução das obras de tapa-buracos, que já consumiram mais de R$ 8 milhões desde o início do governo da prefeita Délia Razuk (PR).

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No dia 5 de abril, representantes do poder público municipal participaram de reunião na Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, Habitação, Urbanismo e Patrimônio Histórico e Cultural, como parte do Inquérito Civil número 06.2017.00001095-3.

MÃO NA MASSA

Instaurado originalmente no dia 22 de junho de 2017 pela 11ª Promotoria de Justiça da comarca, o procedimento apura “a ocorrência de irregularidade urbanística consistente na falta de manutenção da pavimentação asfáltica das vias públicas da cidade de Dourados/MS, que estão sendo tomadas de buracos e deformidades tornando as ruas intransitáveis e obstaculizando o tráfego de veículos no município, bem como atentando contra a própria dignidade física dos munícipes, bem como colher informações, depoimentos, documentos e outras provas para elucidação da verdade, adequação dos fatos à legislação em vigor e eventual imposição das penalidades legais”.

Ata de reunião no MPE indica que prefeitura estima de seis meses a um ano para resolver buraqueira (Foto: Reprodução)
Ata de reunião no MPE indica que prefeitura estima de seis meses a um ano para resolver buraqueira (Foto: Reprodução)
Durante a reunião, conforme ata obtida pela 94FM, o procurador-geral do Município, Sergio Henrique Pereira Martins de Araújo, “esclareceu que a prefeitura teria ‘colocado a mão na massa’, informando que todas as equipes estão empenhadas na resolução, no início a Semsur [Secretaria Municipal de Serviços Urbanos] com massa fria, e a Semop (Secretaria Municipal de Obras Públicas] com massa quente em vias de iniciar os trabalhos licitados, sendo que foi elaborado um plano e cronograma de trabalho para tapa buracos e reperfilamento, considerando que situações emergenciais, assim definidas quanto aos buracos que impedem o trânsito, a depender de suas dimensões, estão sendo resolvidas e não se restringem ao quadrilátero central”.

SITUAÇÃO CAÓTICA

Nessa mesma oportunidade o promotor de Justiça Etéocles Brito Mendonça Dias Junior reiterou que, após equacionada a questão urgente de recuperação das ruas de Dourados, “poderá ser delineado um plano de manutenção preventiva da malha asfáltica”, ocasião em que o procurador-geral do município ressaltou “que a recuperação da situação caótica existente tem previsão de solução entre seis meses a um ano”.

Na presença de Fabiano Costa, secretário interino de Serviços Urbanos, e Marise Aparecida Bianchi Maciel, interina de Obras Públicas, o promotor de Justiça da Cidadania, Amílcar Araújo Carneiro Junior, pediu esclarecimentos quanto ao método adotado para execução das obras, “já que circularam vídeos quanto à compactação com camionetes, de modo inadequado”.

“Neste ponto, o PGM [Procurador-Geral do Município] esclareceu que essa situação foi regularizada, e se justificou, à época, diante da determinação urgente da Prefeita Municipal, sendo que, atualmente, a compactação está sendo realizada com o maquinário adequado (rolo compressor)”, descreve a ata.

R$ 50 MILHÕES

Questionados sobre uma forma de resolução definitiva para a questão, os gestores municipais informaram que “a resolução se daria com o recapeamento total, o que custaria, pelo menos R$ 50 milhões, apenas no quadrilátero central compreendido pelas ruas Azis Rasslem, até a Dom João VI, e da Antônio Emílio de Figueiredo à Ponta Porã.

Esclareceram ainda que a expansão das obras de instalação das redes de abastecimento d’água e coleta de esgoto da Sanesul também comprometeram a malha asfáltica que foi constantemente recortada pela concessionária. 

Comentários
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  • toninho

    toninho

    O povo merece o governo que tem