Prefeitura 'salva' mais dois nomeados
Após exonerar 27 servidores comissionados, administração municipal voltou atrás e já decidiu manter 13 em seus cargos, ao custo de R$ 28 mil por mês

Mais dois servidores nomeados da Prefeitura de Dourados foram salvos do "facão" anunciado dia 1º de novembro. Do grupo de 27 exonerados na edição do Diário Oficial do Município daquela data, agora já são 13 os comissionados mantidos em seus cargos por determinação da prefeita Délia Razuk (PR), que tornou sem efeito parte do decreto que estabelecia os cortes.
Publicados nesta terça-feira (7), dois decretos garantem a continuidade de um homem e uma mulher, ambos gerentes de núcleo, nos quadros da administração pública municipal. Ontem, outra publicação oficial tornava sem efeito 11 das 27 exonerações anunciadas no dia seguinte ao decreto de corte de 20% dos gastos na prefeitura.
ECONOMIA
Conforme revelado pela 94FM no dia 1º, o corte dos comissionados anunciado na edição daquele mesmo dia do Diário Oficial do Município possibilitaria uma economia de R$ 57.402,00 aos cofres públicos. O valor, correspondente à folha salarial de outubro, foi apurado pela reportagem junto ao Portal da Transparência do município.
No mês passado, três daqueles servidores receberam vencimentos mensais de 1.306,00, um de R$ 1.345,00, sete de R$ 1.645,00, outros 13 de R$ 2.350,00 e mais três de R$ 3.358,00. Suas exonerações constavam no Decreto "P" nº 304 de 31 de outubro de 2017.
MENOR
Como ontem a prefeita tornou sem efeito a exoneração de dois assessores IV com salários de R$ 1.306,00 cada, três gerentes de núcleos cujos vencimentos chegam a R$ 2.350,00, dois assessores III que ganham R$ 1.645,00 mensais, duas diretoras de unidades de saúde remuneradas em R$ 2.350,00, uma assessora de planejamento com ganhos de R$ 3.358,00, e um assessor executivo (R$ 2.350,00), deixou de economizar R$ 23.360,00 mensais.
Agora, ao tornar sem efeito mais duas exonerações, mantém servidores que custam, por mês, R$ 2.350,00 cada em salários. Com os 13 comissionados salvos do "facão", a economia de dinheiro público que seria originalmente de R$ 57.402,00 com as 27 exonerações caiu para R$ 29.342,00. Isso porque os mantidos custam, juntos, R$ 28.060,00 por mês aos cofres municipais.
CRISE
Em edição suplementar do Diário Oficial do Município do dia 31 de outubro, a prefeita Délia Razuk determinou contenção de despesas. "Fica determinada a contenção das despesas com custeio da máquina administrativa, em pelo menos 20% (vinte por cento), em relação ao valor registrado no primeiro semestre de 2017, em todos os órgãos da administração municipal", estabeleceu o Decreto nº 650, de 31 de outubro de 2017.
Na mesma publicação, foi definida férias coletivas na Prefeitura de Dourados entre os dias 21 de dezembro de 2017 e 5 de janeiro de 2018, mais uma iniciativa justificada pela necessidade de economia. E ontem a administração municipal comunicou não conseguir pagar toda a folha salarial de outubro até o quinto dia útil deste mês, que vence hoje. Pelo segundo mês consecutivo, parte dos servidores municipais só vai receber vencimentos até o dia 20.