Protocolado pedido de investigação contra suposto esquema no setor de habitação da prefeitura

Testemunhas disseram ao Ministério Público Federal que funcionários da prefeitura cobravam adiantamentos de R$ 6 mil a R$ 12 mil

Às 13h30 desta terça-feira (06), a procuradora jurídica do deputado Marçal Filho, a advogada Cristina Oliveira, compareceu ao MPF (Ministério Público Federal), juntamente com pessoas supostamente lesadas pelo hipotético esquema de favorecimento no setor de habitação da prefeitura de Dourados. Cristina acompanhou o grupo durante os depoimentos, que irão subsidiar as investigações.

Marçal vai até o M.P.F. e pede investigação sobre irregularidades na distribuição de casas

O grupo que se sentiu lesado pelo suposto esquema, está terminando de prestar os depoimento ao procurador. Assim que todos os relatos foram colhidos pela procuradoria, o pedido de denúncia será protocolado.

Marçal Filho não pode estar presente no MPF esta tarde. O parlamentar se encontra em Brasília, a fim de cumprir com suas obrigações na Câmara dos Deputados.

Entenda o caso

Ontem, o deputado foi procurado por alguns cidadãos douradenses que relataram que foram lesados por um suposto esquema de favorecimento que existe no setor de habitação da prefeitura, que de acordo com os denunciantes, alguns funcionários estariam burlando as regras para garantir a casa própria para amigos, parentes e afins.

Ainda segundo as testemunhas, responsáveis pelo setor de habitação exigiam o pagamento de R$ 6.000,00 em dinheiro, alegando que era um adiantamento do financiamento junto à Caixa Econômica. Porém, segundo os relatos, o dinheiro não foi entrega para o banco estatal. Eles acreditam que os responsáveis pelo setor usuram esse dinheiro para benefício próprio.

Quase 20 pessoas compareceram nesta tarde ao MPF, porém, eles disseram que o “esquema” lesou mais de 80 pessoas e possivelmente gerou lucros na ordem de R$ 500 mil para os envolvidos.

Segundo o deputado Marçal Filho, por se tratar de recursos federais ele possui a obrigação e o dever de intervir no caso. “Os recursos usados para a construção das residências vem do programa federal ‘Minha Casa Minha Vida’. Logo, na posição de deputado federal eu estou na obrigação defender o bem público, neste caso, o dinheiro do povo. Devemos lembrar ainda que o déficit habitacional é enorme e por isso tais recursos devem ser geridos com a maior idoneidade. Então, solicitar ao Ministério Público Federal que investigue o caso, nada mais é que minha obrigação como parlamentar”, finalizou.