Feira da 22

Feira da 22

Gosto destas manhãs de primavera. No Sul ou no hemisfério Norte, a promessa do dia, o sol que logo se aponta pelos lados do Leste... Me lembra meus tempos da “Vila Glória”. Entre tantas histórias, a da feira da 22, agora município de Ipezal, que relatei no meu livro "Lembranças da vila", editado ano passado pela Letra livre.

Um dia meu pai veio nos anunciar que iríamos fazer a feira da 22. Comerciantes que éramos, não poderíamos faltar naquele mercado que abria suas portas. 22 era um lugar que ainda não tinha nome, distante uns vinte quilômetros de onde morávamos. O lugar estava se abrindo no coração da floresta ainda sem lojas para fornecer os produtos necessários aos futuros sitiantes, trabalhadores que desmatavam a região, como mantimentos, querosene, açúcar...

Depois, deram-lhe o nome de Ipezal. Lembro-me, efetivamente, que lá existiam muitos pés de Ipês. Ipê roxo e amarelo. De longe eles eram facilmente visíveis naquela floresta de nuances de verde. Que pena que aos poucos aquelas cores foram desaparecendo com o surgimento de mais trabalhadores.

Em pouco tempo a floresta virgem desapareceu por completo!

Domingo era o dia da feira. Partiríamos bem cedo levando o que comer ao meio dia. No sábado à noite teríamos que preparar o que vender. Naquela primeira vez levaríamos pouca coisa, somente para ter uma ideia do que se vendia, quais seriam os produtos procurados. Eu, minha irmã, meu irmão e papai iríamos. Já estava acertado com o carro que nos levaria, nós e outros comerciantes.

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Continua na próxima edição

“Lembranças da vila” foi editado pela “Letra Livre” https://letralivre.lojavirtualnuvem.com.br/literatura/lembrancas-da-vila-maze-torquato-chotil/

Bom final de semana!


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